1º Bi



Formação do Espaço Geográfico Brasileiro


Leia o livro texto (Geografia) e siga o roteiro abaixo. Destaque em sua leitura os pontos principais e anote-os em seu caderno.

Primeira fase:
- Os povos indígenas
     - Sociedades ágrafas
     - Várias tribos: coletores/caçadores
     - Atividades pré-agrícolas
             - Queimadas
             - Rotação de terras
             - Coivara
     - Principais culturas
             - milho
             - abóbora
             - amendoim
             - mandioca, etc.

Chegada dos Portugueses:
      - Nova forma de produção e organização do espaço.
      - Novo modo de produção
      - Novo modo de circulação
      - Novo ritmo de uso da terra
               - Sistema de Plantations
                          - Monocultura
                          - Mão de obra escrava
                          - Latifúndios
                          - Voltado para exportação.

               - Pecuária/Mineração
                          - Interiorização do país
                                     - Vilas, cidades

               - Látex - Séc. XIX - R. Norte
                          - Ocupação da Amazônia
                                      - Manaus e Belém

               - Café - Séc. XX - Sudeste.
                          - Região concentrada
                                      - RJ/SP.
- Libertação dos escravos
               - Migração dos negros para a cidade
               - Chegada dos imigrantes europeus.
                       - Industrialização
                              - Região concentrada
                                       - SP/RJ.

- Divisão espacial do trabalho no Brasil
                - RJ/SP = Região industrial
                - Resto do país = Prod. de M. Primas.

1945 - 3ª Revolução Industrial nos países ricos.
                - Transnacionais invadem o Brasil
                - Mecanização da agricultura
                
1970 - Empréstimos do Brasil junto ao FMI
                - Infra-estrutura
                           - Sistema de transportes
                           - Sistema de comunicações
1980 - Descentralização da produção brasileira
                - Guerra fiscal
                       - Isenção de impostos
                       - Doação de terrenos.

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Divisão ou Regionalização do Brasil

O território do Brasil já passou por diversas divisões regionais. A primeira proposta de regionalização foi realizada em 1913, e depois dela outras propostas surgiram, tentando adaptar a divisão regional às características econômicas, culturais, físicas e sociais dos Estados. A regionalização atual é de 1970, adaptada em 1990, em razão das alterações da Constituição de 1988. O órgão responsável pela divisão regional do Brasil é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Veja o processo brasileiro de regionalização: 

Divisão Regional 1913

A primeira proposta de divisão regional do Brasil surgiu em 1913, para ser utilizada no ensino de geografia. Os critérios utilizados para esse processo foram apenas aspectos físicos – clima, vegetação e relevo. Dividia o país em cinco regiões: Setentrional, Norte Oriental, Oriental, Meridional. 

1940 
Em 1940, o IBGE elaborou uma nova proposta de divisão para o país que, além dos aspectos físicos, levou em consideração aspectos socioeconômicos. A região Norte era composta pelos Estados de Amazonas, Pará, Maranhão e Piauí e o território do Acre. Goiás e Mato Grosso formavam com Minas Gerais a região Centro. Bahia, Sergipe e Espírito Santo formavam a região Leste. O Nordeste era composto por Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro pertenciam à região Sul. 



Divisão Regional de 1945


Conforme a divisão regional de 1945, o Brasil possuía sete regiões: Norte, Nordeste Ocidental, Nordeste Oriental, Centro-Oeste, Leste Setentrional, Leste Meridional e Sul. Na porção norte do Amazonas foi criado o território de Rio Branco, atual Estado de Roraima; no norte do Pará foi criado o Estado do Amapá. Mato Grosso perdeu uma porção a noroeste (batizado como território de Guaporé) e outra ao sul (chamado território de Ponta Porã). No Sul, Paraná e Santa Catariana foram cortados a oeste e o território de Iguaçu foi criado. 

1950 
Os territórios de Ponta Porã e Iguaçu foram extintos e os Estados do Maranhão e do Piauí passaram a integrar a região Nordeste. Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro formavam a região Leste. Em 1960, Brasília foi criada, e o Distrito Federal, capital do país, foi transferido do Sudeste para o Centro-Oeste. Em 1962, o Acre se tornou Estado autônomo e o território de Rio Branco ganhou o nome de Roraima. 

1970 
Em 1970 o Brasil ganhou o desenho regional atual. Nasceu o Sudeste, com São Paulo e Rio de Janeiro sendo agrupados a Minas Gerais e Espírito Santo. O Nordeste recebeu Bahia e Sergipe. Todo o território de Goiás, ainda não dividido, pertencia ao Centro-Oeste. Mato Grosso foi dividido alguns anos depois, dando origem ao estado de Mato Grosso do Sul.


Divisão Regional de 1970

1990 
Com as mudanças da Constituição de 1988, ficou definida a divisão brasileira que permanece até os dias atuais. O Estado do Tocantins foi criado a partir da divisão de Goiás e incorporado à região Norte; Roraima, Amapá e Rondônia se tornaram Estados autônomos; Fernando de Noronha deixou de ser federal e foi incorporado a Pernambuco.


Divisão Brasileira em Complexos Regionais 

ou Regiões Geoeconômicas


Existe outra forma de regionalizar o Brasil, de uma maneira que capta melhor a situação sócio-econômica e as relações entre sociedade e o espaço natural. Trata-se da divisão do país em três grandes complexos regionais: o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia.
Ao contrário da divisão regional oficial, esta regionalização não foi feita pelo IBGE. Ela surgiu com o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger no final da década de 60, nela o autor levou em consideração o processo histórico de formação do território brasileiro em especial a industrialização, associado aos aspectos naturais.
A divisão em complexos regionais não respeita o limite entre os estados. O Norte de Minas Gerais encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro encontra-se no Centro-Sul. O leste do Maranhão encontra-se no Nordeste, enquanto o oeste encontra-se na Amazônia. O sul de Tocantins e do Mato Grosso encontra-se no Centro-Sul, mas a maior parte desses estados pertencem ao complexo da Amazônia. Como as estatísticas econômicas e populacionais são produzidas por estados, essa forma de regionalizar não é útil sob certos aspectos, mas é muito útil para a geografia, porque ajuda a contar a história da produção do espaço brasileiro.





O Nordeste foi o pólo econômico mais rico da América portuguesa, com base na monocultura da cana de açúcar, usando trabalho escravo. Tornou-se, no século XX, uma região economicamente problemática, com forte excedente populacional. As migrações de nordestinos para outras regiões atestam essa situação de pobreza.

O Centro-Sul é na atualidade o núcleo econômico do país. Ele concentra a economia moderna, tanto no setor industrial como no setor agrícola, além da melhor estrutura de serviços. Nele se também a capital política do país.

A Amazônia brasileira é o espaço de povoamento mais recente, ainda em estágio inicial de ocupação humana. A área está coberta por uma densa floresta, com clima equatorial, que dificulta o povoamento. Os movimentos migratórios na direção desse complexo regional partem tanto do Centro-Sul como do Nordeste, sendo que hoje a região mais recebe população.


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Região Geoeconômica da Amazônia




População: Resultado da miscigenação de povos autóctones com migrantes, sobretudo nordestinos (500 mil) que vieram para a a região no século XIX, em busca da borracha.

Atualmente, a região possuiu cidades grandes e médias em ritmo acelerado de urbanização e cidades pequenas que crescem a um ritmo mais lento. A maioria da população da região, ao contrário do que se pensa, vive em meio urbano. Manaus e Belém são as maiores regiões de concentração urbana da região.

A região conhecida como Amazônia Legal possui 4,9 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a 58,4% da área total do país.

A floresta equatorial não é uma floresta uniforme como muitos imaginam. Ela está dividida em várias sub-regiões. Veja abaixo:


1- Várzea

2- Igapó

3- Terra Firme

4- Semi-ùmida

5- Vegetação de Transição para a Caatinga

6- Vegetação de Transição para o Cerrado.


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PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO 
DO ESPAÇO  DA AMAZÔNIA



A produção e organização do espaço geográfico da Amazônia ocorreu em três períodos:

- 1616 até 1930

- 1930 até 1985

- 1985 até os dias atuais.


Primeiro Período - 1916 até 1930
          - OCUPAÇÃO DAS TERRAS ALÉM DO TRATADO DE TORDESILHAS
          - COMÉRCIO DAS "DROGAS DO SERTÃO".
          - MISSÕES JESUÍTAS.
          - COMERCIALIZAÇÃO DA BORRACHA.

Segundo Período - 1930 até 1985
          - DIVISÃO REGIONAL EM CRITÉRIOS CIENTÍFICOS
          - "MARCHA PARA O OESTE - Getúlio Vargas
          - RODOVIAS BELÉM/BRASÍLIA E BRASÍLIA/ACRE - JK.
          - ZONA FRANCA DE MANAUS (1970-1980)

Terceiro Período - 1985 até os dias atuais.
          - PROJETO CALHA NORTE
                        - Continuidade da "modernização" do período anterior (Desenvolvimentista)
          - CONSELHO NACIONAL DOS SERINGUEIROS
                        - Conservacionistas
          - BIOSSOCIODIVERSIDADE - (Desenvolvimento sustentável)
                        - Ambientalistas
                        - ONG´s
                        - Missões (Religiosas) ?
                        - Partidos Políticos



Desenvolvimento econômico e impactos ambientais na Amazônia

Cenário Mundial: Exportadora de produtos da floresta. Principais produtos:

 Baunilha



 Cacau



 Canela



 Castanha



 Pimenta



Cravo



Após a decadência da Borracha, no início do século XX, muitos fazendeiros (latifundiários) abandonaram suas fazendas de seringais, obrigando muitos seringueiros a migrarem para as cidades. Uma parte desses trabalhadores permaneceram como posseiros, ocupando pequenos pedaços de terras. Na medida em que esses latifúndios foram sendo comprados por empresários gananciosos, que apenas visavam o lucro, graves problemas socioambientais marcaram profundamente essa região. Os seringais foram desmatados e as terras onde viviam os posseiros foram reivindicadas por seus novos donos. Foi assim que, os seringueiros do Acre, liderados por Chico Mendes inciaram um importante movimento ambiental que se baseava na exploração sustentável da floresta. Chico Mendes foi assassinado em 1988, em Xapuri (AC).

 Chico Mendes


Os projetos capitalistas voltados para a Amazônia trouxeram consequências desastrosas e contribuíram para originar problemas que até hoje permanecem na região. Veja alguns exemplos:

- A construção de barragens - problemas relativos à apropriação de terras e impactos ambientais, fauna, flora e moradores locais.

- A construção de rodovias - foram construídas sem análise dos impactos ambientais. Devastam as áreas marginais e não promoveram a ocupação ordenada da região.

- Mineração - O Projeto Jari e o Carajás - colaboraram para a destruição de algumas áreas. verificou o surgimento de cidades sem boa infraestrutura e a exploração do trabalho semiescravo, além da invasão de terras indígenas.

- Práticas capitalistas agrícolas - expansão da fronteira agrícola (50% das terras poderiam ser devastadas); agricultura sem sustentabilidade.

- Urbanização da Amazônia - O modelo de industrialização aliado ao modelo agrário, expulsou o homem do campo para a cidade; houve uma grande valorização imobiliária e o inchaço da periferia pela população mais pobre, que passou a viver sem infraestrutura urbana.


Diversidade de grupos sociais na Amazônia

     A Amazônia é uma região que apresenta enorme diversidade de grupos sociais, com culturas específicas. Isso decorreu, em parte, devido ao modelo de desenvolvimento adotado pelo Estado. Esses grupos expressam identidades próprias, originadas em diferentes situações: relativas a problemas sociais ou étnicos, no caso dos índios e dos negros; ligada à relação com a natureza, no caso dos extrativistas; ou a movimentos políticos-sociais, no caso das pessoas atingidas por barragens, em assentamentos de trabalhadores, etc.




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PROVA BIMESTRAL DE GEOGRAFIA

1º BIMESTRE

1- Estude o livro texto.

2- Estudo os conteúdos complementares em nosso blog

3- Refaça os exercícios e pesquise os assuntos 
relacionados.

4- Estude suas anotações do caderno.

5- Estude os assuntos apresentados no trabalho sobre Regionalização do Brasil.


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